29 novembro 2009

Serão divertido

Ontem foi o dia da visita virtual do rebento mais novinho da família Oliveira.
A nossa Aninhas mostrou-nos em directo o seu bebé.
Para quem não pode comparecer aqui ficam algumas imagens...
O James Gabriel é divertidissimo, estás sempre a reclamar ou a reparar em tudo (muito atento), tem umas bochechas lindíssimas e foi maravilhoso vê-lo ontem por vídeo-chamada.











28 novembro 2009

Bailarotes

Eu prefiro sonhos a bailarotes... mas hoje foi o que calhou, bailarotes de abóbora menina.
Quem quiser, pode aparecer para lanchar.

27 novembro 2009

16 novembro 2009

Problema familiar


Todos devem saber que sou muito ligada à natureza, até mesmo pela educação que recebi por parte dos avós.
Para já, cresci num quintal enorme que tinha de um lado jardim e do outro horta e árvores de fruto como: laranjeiras, uma ameixoeira branca, um pereiro (que dava pêros "pequenininhos"), uma tangerineira e as belas nespereiras.
Quando era pequena o avô Pinto e a avó Ana levavam-me de carroça para a fazenda de Pinhel onde tínhamos uma vinha na parte superior do terreno que dava para a estrada do Cubo, a meio existia uma pequeníssima ribeira que tinha uma ponte estranha (nada mais que uma laje enorme de pedra) onde a burra ficava amarrada e a suportar as minhas brincadeiras. O terreno em frente era talvez dos mais férteis pois era banhado pela ria de S. Sebastião e era também onde se fazia o cultivo do milho.
Havia também o talho do Tio Jorge que era mais usado para cultivo hortícola, onde me lembro de a minha avó fazer umas construções fabulosas de canas que passado uns tempos estavam completamente eliadas com feijoeiros, entre outras plantas. Eu adorava quando me levavam para este talho. Na Primavera com estas plantações eu entretia-me imenso com um pequeno charco que ali há lindíssimo que tinha imensas rãs e no Outono eu voltava sempre com o avô para apanhar as castanhas de um castanheiro que ainda ali existe.
A vinha da Moita.... Pouco me recordo. Só me lembro de uma queda (pequena) que dei lá a trepar uma oliveira e de que o avô tinha bastante medo do poço que penso ser o mais perigoso que tivemos.
Quando estou fora de Pinhel bastante tempo, sinto necessidade de revisitar estes locais. Foi o que aconteceu este fim-de-semana.
Aquilo que para mim seria uma experiência boa, tornou-se num desagrado e desilusão profunda sob os meus tios, primos e mãe.
Os locais que fazem parte da minha infância e que ainda pertencem à minha família estão literalmente ao abandono. Tudo isto porque não se entendem, não querem partilhar, não querem cuidar do que ficou.... Porquê? Ninguém sabe.... E aquilo que era uma vinha bonita, com uma vista maravilhosa e com algumas oliveiras tornou-se no que poderão ver nas fotografias.



Eu, dia 14 de Novembro de 2009 na Vinha da Moita;


O terreno do vizinho;

O terreno do vizinho;


Vinha da Moita;


Vinha da Moita;

Apanha da azeitona







Após algum tempo fora da minha terra e afastada, à bastante tempo, por motivos escolares das andanças do campo, é com felicidade que partilho estes momentos que estou aos poucos a conseguir recuperar. Como sabem, fui, dos primos todos, talvez a que mais tempo partilhou com os nossos avós. Com todas as fazendas e talhos que tinham, eram imensos os rituais de cultivo sendo que os mais conhecidos (e que melhor lembro) seriam as vindimas e a apanha da azeitona. A desfolhada também, mas foi das primeiras desistências de cultivo dos nossos avós e por tanto, a que menos dou importância.

Penso que a apanha da azeitona foi a primeira colheita que perdi devido à escola e é das que mais significados tem para mim, quer por sermos a família Oliveira quer pelas histórias que a avó contava...

Partilho por isso convosco as fotografias que ainda consegui tirar da apanha da azeitona da minha oliveira.

01 novembro 2009

Festas na minha terra - O Bolinho














Dia de Todos os Santos.
Diz a tradição que neste dia os mais carenciados saiam à rua para pedir a "todos os santinhos" esmola ou qualquer alimento que as pessoas pudessem dar.
Na minha terrinha e arredores são as crianças que saem à rua para pedir o bolinho.
Quando era pequenina ia com um grupo de vizinhas pedir de porta em porta o bolinho. Nós tínhamos sempre duas sacas, uma enorme e pesadíssima para os bolinhos e uma pequenininha para as moedas.... Quando chegava-mos a casa (por volta das 14h) já nem almoçávamos pois pelo caminho já nos íamos aproveitando dos bolinhos ou doces que nos iam dando e sempre era proveitoso para aliviar o peso da saca. Com o evoluir dos tempos as pessoas passaram cada vez mais a dar as moedinhas ou chocolates ao invés dos ditos bolinhos. A minha avó contava-me que no tempo dela as pessoas mais ricas davam os bolinhos e as outras davam o que havia nos quintais: nozes, tremoços, dióspiros....
Não há idade limite para se pedir o bolinho, mas dizem que no ano em que pedimos bolinho e nos oferecem namorado/a já não podemos pedir mais.
Passa-se então a estar em casa e a oferecer o bolinho. As manhãs são passadas a ouvir as crianças a gritar "Óooo tia, dá bolinho?".
À tarde faz-se a visita ao cemitério para enfeitar e iluminar as campas.
Por vezes ainda se tem surpresas ao chegar a casa como bolinhos e tremoços que nos deixam no portão ou, como aconteceu este ano, duas das romãs do meu quintal racharam e por isso foi um regalo desfrutar do seu sabor antes de voltar à Capital.